Judt, Tony, Uma Grande Ilusão? Um Ensaio sobre a Europa, Lisboa, Edições 70, 2012, p. 99.
"O diletante, com efeito, corre entre as ideias e os factos como as borboletas (a quem é desde séculos comparado) correm entre as flores, para pousar, retomar logo o voo estouvado, encontrando nessa fugidia mutabilidade o deleite supremo." Eça de Queirós, A Correspondência de Fradique Mendes (Memórias e Notas)
19 de julho de 2022
Classe urbana de excluídos
Judt, Tony, Uma Grande Ilusão? Um Ensaio sobre a Europa, Lisboa, Edições 70, 2012, p. 99.
18 de julho de 2022
Xabregas
Araújo, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, livro XV, Lisboa, Vega, 1993, p. 56.
17 de julho de 2022
Campesinato europeu
“Desde finais do século XIX que a Europa, tanto a Leste como a Ocidente, sofre de excesso de população rural. Apesar da migração para as cidade e da emigração para a América do Norte e do Sul, muito do campesinato europeu mal conseguia viver do seu trabalho. Depois da I Guerra Mundial, a situação agravou-se, pois os preços dos produtos agrícolas caíram três vezes mais depressa do que os dos bens não-agrícolas. Os governos democráticos pouco podiam fazer para aumentar o preço dos produtos agrícolas sem antagonizarem os seus eleitorados urbanos, e, nas circunstâncias económicas dos anos entre as duas guerras, também não estavam em situação de investir bastante em apoios à produção agrícola. Os regimes autoritários, em Espanha, Portugal e Itália, e na Europa de Leste, tentaram impor políticas destinadas a garantir a autarcia agrícola, mas estas revelaram-se um desastre económico. As elevadas taxas de desemprego nas cidades impediam que os agricultores e trabalhadores agrícolas com trabalhos parciais ou mal pagos tivessem uma ocupação alternativa. Por isso, em vários países, um campesinato deprimido, e com direito a voto, virou-se para os partidos populistas ou fascistas que prometiam uma solução para as suas queixas.”
Judt, Tony, Uma Grande Ilusão? Um Ensaio sobre a Europa, Lisboa, Edições 70, 2012, pp. 30-31.
16 de julho de 2022
Colunas do Palácio Foz
15 de julho de 2022
Europa do Norte e Europa do Sul
“No seio da Europa Ocidental, a divisão importante não era este-oeste, mas norte-sul. No século XVII, a distinção estava deveras vincada. Os europeus do Norte eram caracteristicamente protestante (luteranos, calvinistas ou anglicanos), falavam uma língua de raiz germânica e estavam a ficar divididos em Estados-nação com fronteiras definidas nitidamente. Os europeus do Sul falavam uma língua de base latina, professavam a religião católica apostólica romana e viviam em comunidades ainda governadas por imperadores ou papas. Mas estas diferenças, tão importantes na história interna da França ou da Alemanha, ou na história dos conflitos entre governantes europeus ocidentais, nunca adquiriram a importância da divisão entre o Leste e o Ocidente. E isto porque desde o começo da sua história moderna que a Europa Ocidental esteve ligada por laços comerciais e culturais que transcendem as suas divisões internas; desde o renascimento urbano do século XII até ao iluminismo do século XVIII, a história da parte ocidental da Europa tem sido uma história comum e característica.”
Judt, Tony, Uma Grande Ilusão? Um Ensaio sobre a Europa, Lisboa, Edições 70, 2012, pp. 57-58.
14 de julho de 2022
Lactário
“Lactário da Infância
No Largo do Museu de Artilharia aí tens o Lactário da Associação Protectora da Infância Desvalida, instituição fundada em 1901 por um grupo de indivíduos, entre os quais o general Matias Nunes, que foi director da Fundição de Canhões, José Evaristo de Morais Sarmento, Domingos e José Luiz de Morais, Henrique Charters de Azevedo, Manuel Vaquinhas, todos bairristas de Santa Clara e do Jardim do Tabaco. O edifício é do risco de Ventura Terra (1901).”
Araújo, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, livro XV, Lisboa, Vega, 1993, p. 12.
13 de julho de 2022
Europa de Leste e Europa Ocidental
“Supõe-se, por vezes, hoje que a linha que divide a Europa de Leste da Europa Ocidental foi uma criação artificial da Guerra Fria, uma cortina de ferro que se puxara, caprichosa e recentemente, sobre um espaço cultural único. Não é verdade. No século XIX, muito depois de os governantes Habsburgos terem estabelecido uma autoridade de facto sobre territórios que se estendiam até bem dentro daquilo que é hoje a Ucrânia, o chanceler austríaco Metternich, numa expressão que ficou célebre, podia dizer que a Ásia começava na Landstrasse, a estrada que sai de Viana em direção a leste.”
Judt, Tony, Uma Grande Ilusão? Um Ensaio sobre a Europa, Lisboa, Edições 70, 2012, pp. 54-55.
12 de julho de 2022
Última comendadeira da Ordem de Santiago da Espada
"Quem foi a última comendadeira da Ordem de Sant'Iago da Espada do Mosteiro de Santos-o-Novo?
11 de julho de 2022
Belezas de Luís I da Baviera
10 de julho de 2022
Quatro Anjinhos
9 de julho de 2022
Judaísmo
Judt, Tony, O Chalet da Memória, Lisboa, Edições 70, 2011, pp. 209-210.
8 de julho de 2022
7 de julho de 2022
O mercado
6 de julho de 2022
Marialva
marialva
adjetivo de 2 géneros1. HISTÓRIA referente às regras de cavalgar à gineta
2. mulherengo; conquistador
1. bom cavaleiro
2. pejorativo indivíduo de família distinta que se ocupa de cavalos e de touros e leva vida ociosa e dissoluta
3. pejorativo mulherengo; homem conquistador
5 de julho de 2022
O trabalho

4 de julho de 2022
3 de julho de 2022
Sexo na Alemanha
2 de julho de 2022
Inveja
1 de julho de 2022
Escola Normal Superior de Paris
30 de junho de 2022
Uma descamisada
29 de junho de 2022
Scouts em Oxford e bedders em Cambridge
É verdade que na descrição de funções estavam implícitos outros pressupostos. Os estudantes de Oxbridge, julgava-se, eram incapazes de desempenhar estas tarefas subalternas: porque nunca as tinham feito mas também porque as suas aspirações e interesses os punham acima de tais preocupações. Além disso, e talvez acima de tudo, o bedder era responsável por manter debaixo de olho a condição moral de quem tinha a seu cargo (em Oxford, os scouts por vezes eram homens, embora isso fosse raro na década de 60; na minha experiência, os bedders eram quase sempre mulheres).
Richard Harraden
28 de junho de 2022
Putedo
“Nos últimos anos, as minhas várias moradas eram «bases» gratuitas, em pessoas amigas. Vantagens e desvantagens, como tudo na vida. Andava metido em sarilhadas, nunca estava à minha vontade, um turbilhão, por vezes. Neste buraco actual, onde já fiam, fecho a porta e haja o que houver, menos fogo, não me ralo até de manhã. A pensão, ainda em obras, vizinha do Bairro Alto, tem a clientela que se calcula: putedo e respectivos chulos, amantes, engates de ocasião. Isto dá cenas de pancadaria, correrias escadas abaixo. Se estou a ler, interrompo. É mais interessante ouvir. E já me habituei ao ritmo da casa, toda a noite entradas e saídas. Não é comigo, não vejo as caras. A noite passada, a ler, para talvez fazer um breve comentário no Popular, o livro da Isabel do Carmo e da Fernanda Fráguas, Puta de Prisão, com 50 casos de prostitutas narrados da Cadeia de Custóias, eu tinha, no quarto ao lado do meu, uma garota a ser esmifrada por um chuleco, com berraria das 4 às 8 da matina (ele fechou a porta à chave e sacou-lhe a mala), a realidade dos factos tão perto excedia a realidade dos factos do livro.”
Pacheco, Luiz, O Grilo na Varanda – Luiz Pacheco para Laureano Barros (Correspondência, 1966-2001), transcrição, introdução e notas de João Pedro George, Lisboa, Tinta-da-China, 2017, pp. 213-214.
27 de junho de 2022
Ilusões
Judt, Tony, O Chalet da Memória, Lisboa, Edições 70, 2011, p. 102.
26 de junho de 2022
Crianças selvagens
Pacheco, Luiz, O Grilo na Varanda – Luiz Pacheco para Laureano Barros (Correspondência, 1966-2001), transcrição, introdução e notas de João Pedro George, Lisboa, Tinta-da-China, 2017, p. 167.


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