"O diletante, com efeito, corre entre as ideias e os factos como as borboletas (a quem é desde séculos comparado) correm entre as flores, para pousar, retomar logo o voo estouvado, encontrando nessa fugidia mutabilidade o deleite supremo." Eça de Queirós, A Correspondência de Fradique Mendes (Memórias e Notas)
12 de junho de 2022
Luiz Pacheco
11 de junho de 2022
Génio alado
10 de junho de 2022
Censura no Estado Novo
9 de junho de 2022
Nautilus
8 de junho de 2022
7 de junho de 2022
Bonnie and Clyde
6 de junho de 2022
Engate
5 de junho de 2022
Bebé judeu e ariano
4 de junho de 2022
Fanny Owen
Fanny Owen é um romance de 1979 de Agustina Bessa-Luís. Serviu de base ao filme de Manoel de Oliveira "Francisca" (1981).
3 de junho de 2022
2 de junho de 2022
1 de junho de 2022
Mona Lisa roubada em 1911
31 de maio de 2022
Carnaval dos Caretos de Podence
30 de maio de 2022
29 de maio de 2022
28 de maio de 2022
27 de maio de 2022
26 de maio de 2022
Nécessaire da imperatriz Josefina
25 de maio de 2022
24 letras do abecedário
24 de maio de 2022
Casamento místico de Santa Catarina
23 de maio de 2022
22 de maio de 2022
21 de maio de 2022
Letrados do exército e da magistratura
“A experiência de 1808 e a seguir da guerra mudaram Portugal. A fuga do rei para o Brasil e o colaboracionismo da Igreja, da nobreza e da magistratura enfraqueceram irremediavelmente o antigo regime. A ausência da maioria dos «grandes» na revolta de 1808 abalou para sempre o seu poder e o seu prestígio. Apesar da insignificância do papel da «burguesia» durante a crise e do triunfo ideológico «do trono e do altar», parte do pessoal das juntas e do exército de Beresford chegou a 1814 decidida a não voltar à paz podre de 1807. Nele se veio a recrutar a «classe dirigente» do «liberalismo» português.
Valente, Vasco Pulido, Ir prò Maneta. A Revolta contra os Franceses (1808), Lisboa, Alêtheia Editores, 2007, p. 108-109.
20 de maio de 2022
Snob
19 de maio de 2022
A gente miúda
“As posições exaltadas na sociedade já não implicavam a devoção à Coroa, a fidelidade à Igreja, a virtuosa detestação do jacobino. A nobreza colaborara com o invasor, o episcopado colaborara, o grande funcionalismo colaborara. Apenas o «povo» nunca se tinha rendido, e aprendera à sua custa que a traição às vezes morava, ou quase sempre morava, em altos lugares. O espectáculo do seu indesculpável servilismo para com o Francês desprestigiara os senhores. E, o que é mais importante, a gente miúda ousara levantar a mão contra eles sem ser imediatamente esmagada. Prendera-os, roubara-os, injuriara-os e, aqui e ali, até os matara. E se não fora exactamente louvada, não fora também, de maneira alguma, punida. Depois da experiência terrível da ocupação e do levantamento, as palavras não chegavam de toda a evidência para restaurar a ordem tradicional na sua integridade e vigor.”
Valente, Vasco Pulido, Ir prò Maneta. A Revolta contra os Franceses (1808), Lisboa, Alêtheia Editores, 2007, p. 91.







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