12 de outubro de 2021

O van Gogh era gay?

 "Was Van Gogh Perhaps Homosexual?"

"The surviving letters don’t offer any indication that Vincent was gay. He hoped to find a woman to share his life with, but after a couple of failed romances, he turned his full attention to art.

For human intimacy, he regularly visited prostitutes. On 8 October 1888, he wrote in a letter to Theo that he’d been without company for a while: ‘Because for at least 3 weeks I haven’t had enough to go and have a screw for 3 francs’." daqui

Self-Portrait with Straw Hat
Vincent van Gogh
1887

11 de outubro de 2021

Charneca de Belas ao pôr-do-sol

Paisagem tirada da Charneca de Belas ao pôr-do-sol
Silva Porto
c. 1879

"A paisagem, ainda que despojada, tem uma evidência mais marcante que as figuras que nela se envolvem. O pathos destas é milletiano: um realismo dócil as anima com uma certa melancolia, contudo não revelam a dimensão escultórica deste. Tal como em Millet, estas camponesas são entendidas na tradição de uma ancestralidade indiferente às marcas da modernidade, alheias à nova civilização industrial. Neste sentido é ainda um olhar romântico, já no seu termo, que as figura." (daqui)

9 de outubro de 2021

Afrodite e Eros ou Vénus e Cupido

"A CLxxiij é a figura em que se torna o amor profano e sua mãe Vénus"
Afrodite e Eros ou Vénus e Cupido
 Holanda, Francisco de, De Aetatibus Mundi Imagines, 1545, fl. 88. daqui

8 de outubro de 2021

Dicionário, cavalo e joelho

    "A lady once asked him how he came to define Pastern the knee of a horse: instead of making an elaborate defence, as she expected, he at once answered, 'Ignorance, Madam, pure ignorance.' "

Boswell, James, Boswell's Life of Johnson, London, Oxford University Press, 1953, p. 211.


Samuel Johnson
Joshua Reynolds
1756-1757

daqui

7 de outubro de 2021

Lisboa - as portas de Arroios

"As portas de Arroios
    Que estavam localizadas no ponto de encontro das actuais Ruas António Pereira Carrilho e Alves Torgo.
    Pilares em pedra suportavam o gradeamento e os portões de ferro que eram abertos, de Verão, às 5 horas da manhã, de Inverno às 6 horas e fechados ao sol posto.
    Por eles passavam os veículos que demandavam a cidade, bem como as carroças que vinham dos lados de Sacavém, Vila Franca, Vialonga, Póvoa de Santa Iria, Olivais, etc., transportando hortaliças para o Mercado da Praça da Figueira.
(...)
Esta barreira de Arroios, congénere das que circundavam a capital, e cuja missão consistia em invalidar os variados estratagemas, frustrar os constantes e sucessivos ardias de que se serviam os passadores de alcool e outros artigos, aos direitos que o Estado impunha, era assistida de fiscalização aduaneira muito apertada. Ali permanecia constantemente uma sentinela da guarda fiscal, munida de vareta própria que, introduzida nos cestos com hortaliça e outros artigos de consumo, se certificava dos respectivos interiores, invalidando assim a artimanha, a intenção fraudulenta. 
    Essa observação estendia-se às mulheres para o que havia apalpadeiras oficiais." 

Monteiro, João, A Estrada de Sacavém, Lisboa, Grupo «Amigos de Lisboa», 1952, pp. 33-34.

Atlas da carta topográfica de Lisboa n.º 6 , levantada em 1858, sob a direcção do conselheiro Filipe Folque

6 de outubro de 2021

Os Wittgenstein e o suicídio

"Three of Ludwig’s brothers—Hans, Rudolf, and Kurt—committed suicide, the first two after rebelling against their father’s wish that they pursue careers in industry." daqui

Paul, Hermine, Margarethe, Ludwig, Helene

5 de outubro de 2021

1130 quintas em Lisboa

"Tiene desde alli a Lisboa,
en distancia muy pequeña,
mil y ciento y treinta Quintas,
que en nuestra Provincia Betica
llamas cortijos, y todas
con sus huertos y alamedas."

Tirso de Molina, El burlador de Sevilla y combidado de piedra 

Quinta da Joaninha

4 de outubro de 2021

Chatelaine

Chatelaine
1830-1840

    Chatelaine, ornament, used by both men and women and usually fastened to belt or pocket, with chains bearing hooks on which to hang small articles such as watches, keys, seals, writing tablets, scissors, and purses. The word chatelaine is derived from a word meaning the keeper of a castle, thus the person entrusted with the keys. During the 18th century, chatelaines were particularly popular. The finest were made of gold; cheaper ones of a yellow alloy were named pinchbeck, after the inventor of the material. Some chatelaines were decorated with repoussé or enamel and depicted biblical, mythological, or genre scenes. Others were inlaid with agate, and, toward the end of the 18th century, some were adorned with cameos in a pseudoclassical style. The most luxurious were decorated with precious gems, especially diamonds. daqui

3 de outubro de 2021

Élisée Reclus na Perna de Pau em Lisboa

     "Gente grada frequentava as «hortas» e a propósito lembro o episódio algumas vezes ouvido ao meu amigo, literato e general Henrique das Neves:
    Quando Elisée Reclus escreveu a Geographie universelle visitou o nosso país, sendo apresentado àquele famoso gastrónomo, de quem inquiriu se nos arredores de Lisboa não existiam «restaurantes campestres»?
    Respondeu Henrique das Neves que sim.
    No dia imediato alugou uma tipóia, foi buscar o Reclus ao hotel, e em seguida o escritor Joaquim Pedro de Oliveira Martins, então muito ocupado em seus labores, a quem disse: «Mr. Reclus precisa do amigo para ir fazer um estudo; venho-o buscar».
    Martins acedeu gentilmente, e de sobrecasaca e chapéu alto, meteu-se no carro, que seguiu em correria, até ao Largo de Arroios. Só quando ali chegaram Oliveira Martins soube que ia comer na horta da Perna de Pau." 

Monteiro, João, A Estrada de Sacavém, Lisboa, Grupo «Amigos de Lisboa», 1952, p. 177.

Retiro A Perna de Pau, junto ao apeadeiro do Areeiro, na antiga Estrada de Sacavém
Paulo Guedes

2 de outubro de 2021

Loreto - trasladação imobiliária celestial

    "Il Santuario Pontificio della Santa Casa di Loreto è situato nella regione delle Marche, a poca distanza dal mare di Porto Recanati. La Santa Casa è custodita all'interno della Basilica edificata tra il 1469 e 1587 ed è il cuore del Santuario. Essa è costituita da tre pareti che secondo l'antica e autorevole tradizione sarebbe la parte antistante la grotta di Nazareth dove nacque, visse e ricette l'Annunzio la Beata Vergine Maria. La devota tradizione narra che la traslazione della Santa Casa da Nazareth fino a Loreto sia opera degli angeli. Una seconda interpretazione storica mette in risalto che nel 1291 i crociati furono espulsi dalla Terrasanta per opera dei mussulmani e che alcuni cristiani salvarono dalla distruzione la casa della Madonna, trasportandola prima nell'antica Illiria, in una località, di cui il santuario di Tersatto fa memoria. Successivamente nella notte tra il 9 e il 10 dicembre del 1294 fu trasportata nell'antico comune di Recanati, prima presso il porto, poi su un colle in una via pubblica, dove tutt'ora è custodita. Sia secondo l'autorevole tradizione sia secondo gli studi archeologici e filologi si può certamente ammettere che ci fu del Cielo, "angelico", in questo straordinario trasporto." daqui


1 de outubro de 2021

Quintas em Lisboa

portão de entrada da Quinta das Raposeiras na azinhaga das Telheiras
1961
Artur João Goulart




"Quinta" in Bluteau, Rafael, Vocabulario Portuguez e latino, vol. 7, letra Q-S, Lisboa, Officina de Pascoal da Sylva, 1720, p. 65. Daqui


Quintas no Atlas da carta topográfica de Lisboa, levantada em 1856, 1857 e 1858, sob a direcção do conselheiro Filipe Folque, por Carlos Pezerat, Francisco Goullard e César Goullard (daqui):
Bemposta (da)
Saudade (da)
Necessidades (das)
El-Rei (de)
Rilhafoles (de)
Alterada (do)
Alto dos Prazeres (do)
Hospital de São José (do)
Paço de Belém (do)
Palácio de Belém (Palácio de Cima de Belém) (do)
Provedor (do)
Jerónimos (dos)
Peixes (dos)

Quintas no Levantamento da Planta de Lisboa, 1904-1911, de Júlio António Vieira da Silva Pinto e Alberto de Sá Correia (daqui):
Açúcar (do)
Água Forte (da)
Aguardenteiro (do)
Águias (das)
Alaguesa (da)
Alegre
Alfaiates (dos)
Alfarrobeira (Benfica) (da)
Alfarrobeira (Sapadores) (da)
Alfenim (do)
Alferes (do)
Algarvia (da)
Alho (do)
Almas (das) (ao Pote de Água)
Alperce (do)
Alpoim (do)
Alqueidão (do)
Alto (do)
Alvarenga vulgo do Alho (do)
Amarela
Amendoeira (da)
Amendoeiras (das)
Amoreira vulgo do Narigão (da)
Amparo (do)
Apóstolos (dos)
Archeiro (do)
Areeiro (do)
Areias (das)
Armador (Ajuda) (do)
Armador (Chelas) (do)
Armando (do)
Assunção (da)
Atalaia (da)
Auditores ou da Senhora de Santa Ana (dos)
Azinhaga do Pé de Ferro (da)
Azulejos (dos)
Bacalhau (do)
Baixo da Horta Nova (de)
Baldaia (da)
Bandeira (da)
Bandeira (do)
Baptista (Areeiro) (do)
Baptista (Matinha) (do)
Barbaçanas (do)
Barradas (das)
Barrete (do)
Barroca (da)
Barroquinha (da)
Barros (Paço do Lumiar) (dos)
Barros (Palma de Cima) (dos)
Beirão (do)
Bela Vista (Areeiro) (da)
Bela Vista (Marvila) (da)
Bela Vista do Rego (da)
Belmonte (Benfica) (de)
Belmonte (de) (Portela de Sacavém)
Belmonte (Teresinhas) (de)
Boa Esperança (da)
Bom Jardim (do Miramon) (do)
Bom Pastor (do)
Bonecos (dos)
Borda de Água (da)
Bosque (do)
Brasileira (Avenidas Novas) (da)
Brasileira (Monsanto) (da)
Brasileira (Rua Morais Soares) (da)
Brasileiro (do)
Brincão (do)
Bulhão (do)
Buracos (dos)
Cabo Ruivo (de)
Cabrinha (do)
Cachamorra (da)
Cadetas (das)
Calado (do)
Calçada (da)
Caldas (Benfica) (do)
Caldas (Lumiar) (do)
Caldas (Portela) (do)
Caldeirão (do)
Calvanas (das)
Câmara (do)
Camareiras (das)
Camélias (das)
Campainhas ou do barão da Glória (das)
Campos Pereira (de)
Canas (das)
Canavial (do)
Candeeiras (das)
Cântaros (dos)
Capitão (do)
Caracol (do)
Carmelitas (dos)
Carmo (do)
Carrapata (da)
Carrascal (do)
Casal (do)
Casalinho (do)
Casas Novas (das)
Casimiro (do)
Casquilha (da)
Castelhana (da)
Castelinhos (dos)
Castelo (do)
Castelo Picão (do)
Catalão (do)
Caupers (do)
Cavalões (de)
Ceboleira (da)
Centieira (da)
Cera (da)
Cerradinho (do)
Cerrado (do)
César (do)
Chacão (do)
Chanca (da)
Chapeleiro (do)
Charca (da)
Charquinho (do)
Ché (da)
Chitas (do)
Chiteira ou do Baptista (da)
Chora ou do Conde de Sintra (do)
Chouriceira (da)
Claras das Cadetas (das)
Cláudia (da)
Comendadeiras de Santos (das)
Conceição (da) (Olivais)
Conceição (da) (Palma)
Conceição de Baixo (da)
Conceição de Cima (da)
Conchas (Chelas) (das)
Conchas (Lumiar) (das)
Conchinhas (das)
Condado (do)
Conde da Folgosa (do)
Conde das Galveias (do)
Conde de Arcos (do)
Conde de Azambuja (do)
Conde de Geraz do Lima (do)
Conde de Óbidos (do)
Conde do Paço do Lumiar (do)
Condessa da Póvoa (da)
Condessa de Carnide (da)
Conselheiro Pequito (do)
Contador-Mor (do)
Convento (do)
Convento das Portas do Céu (do)
Correio-Mor (do)
Cortes (Arco do Cego) (das)
Cortes (Olivais) (das)
Coruchéus (dos)
Covas (Rego) (das)
Cruz (da)
Curraleira (da)
D. José de Bragança (de)
Desembargador (Lapa) (do)
Desembargador (Poço de Cortes) (do)
Desterro (do)
Duarte (do)
Dúlio Ribeiro (do)
Duque de Cadaval (do)
Duque de Lafões (do)
Duquesa (da)
Embrechados (dos)
Ermida (da)
Estanceiro (do)
Estrangeiros (dos)
Fábrica (da)
Farinheira (ao Pote de Água) (da)
Farinheira (Chelas) (da)
Feios (dos)
Feiteira (Alvalade) (da)
Feiteira (Benfica) (da)
Feiteira (Charneca) (da)
Feiteira de Baixo (da)
Feiteiras (das)
Fernandinho (do)
Ferradora (da) (Areeiro)
Ferradora (da) (Chelas)
Ferrageiro de Cima (do)
Ferrão (do)
Ferreira da Silva (do)
Ferrugento (do)
Figueiras (das)
Flamenga (da)
Flores (Benfica) (das)
Flores (Carnide) (das)
Flores (Lumiar) (das)
Flores (Sete Rios) (das)
Fole (do)
Fonseca (do)
Fonte (da)
Fonte Coberta (da)
Fonte do Louro (da)
Fontes (das)
Forno Novo (do)
Frade (do)
Frades Vicentes (dos)
Freiras (das)
Fronteira (da)
Funileiro (do)
Furnas (das)
Gadanho (do)
Galeão (do)
Galharda (da)
Galinheira (da)
Galos (dos)
Glória (da)
Graça (da)
Grade (da)
Grande
Grandela (do)
Granja (da)
Granja vulgo do Braga (da)
Grileira (da)
Grilo (Areeiro) (do)
Grilo (Chelas) (do)
Grizos (dos)
Guarda-Mor (Rego) (do)
Guarda-Mor (Telheiras) (do)
Guedes (do)
Horta Nova (da)
Horta Nova de Fora (da)
Horta Seca (da)
Hortênsias (das)
Igreja (da)
Inauguração dos Caminhos de Ferro (da)
Infanta (da)
Inferno (do)
Inglês (do)
Ingleses (Marvila) (dos)
Ingleses (Telheiras) (dos)
Judeu (do)
Laboeira (da)
Lagar Novo (do)
Lagares (dos)
Lagares d’El Rei (conde de Almada) (dos)
Lage (da)
Lages (das)
Lamas (do)
Lameiro (do)
Lameiros (dos)
Lamparinas (das)
Laranjeiras (das)
Lavadinho (do)
Lavrado (do)
Leal (do)
Leão (do)
Lebre ou de Alfundão (da)
Leite (do)
Leonarda (da)
Letradas (Alto do Varejão) (das)
Letradas (Moscavide) (das)
Levy (do)
Lilases (dos)
Lobato (do)
Lobeira (da)
Loios (dos)
Loureiro (Alcântara) (do)
Loureiro ou do Poço (do)
Louro (do)
Luz (da)
Macaísta (do)
Macedo (do)
Machada (da)
Machados ou do Vilaça (dos)
Madalena (da)
Malapinho (do)
Malapo ou do Batalhoz (do)
Malpique (de)
Manicotes (dos)
Manique (Arco Cego) (do)
Manique (Olivais) (do)
Manteigueiras (das)
Manuel dos Passarinhos (do)
Manuel dos Santos (do)
Manuel Padeiro (do)
Marcelinas (das)
Marcolina (da)
Marechais (dos)
Marechal (do)
Margiochi (do)
Marquês de Abrantes ou de Marvila (do)
Marquês de Fronteira (do)
Marquês de Tancos (do)
Marquesa (da)
Marquesa de Dentro (da)
Marquesa de Fora (da)
Marrocos (de)
Marta (da)
Martins (do)
Mascarenhas (do)
Mata Mouros (do)
Matinha (da)
Matos (do)
Médico (do)
Meio (Palhavã) (do)
Meio (Sapadores) (do)
Meio ou de Mendes de Almeida (do)
Melro (do)
Mercador (do)
Metelo (do)
Milagres (dos)
Milhões (do)
Mineiro (do)
Misericórdia (Campo Grande) (da)
Misericórdia (Olivais) (da)
Mocha (da)
Monsanto (de)
Montachique (de)
Montalegre (de)
Monte Alvão (do)
Montezelos (de)
Morgado (Encarnação) (do)
Morgado (Olivais) (do)
Mourão (do)
Mouras (das)
Mouzinho (do)
Mouzinhos (dos)
Murada (ao Pote de Água)
Murteira (da)
Murtório (do)
Musgueira (da)
Nazaré (Calçada de Carriche) (da)
Nazaré (Campo Grande) (da)
Necessidades (das)
Neves (do)
Noiva (da)
Nossa Senhora da Conceição (Areeiro) (de)
Nossa Senhora da Conceição (Chelas) (de)
Nossa Senhora da Luz (de)
Nossa Senhora do Livramento (de)
Nova (Ameixoeira)
Nova (Carnide)
Nova (Chelas)
Nova (Curraleira)
Nova (Matinha)
Nova (Sete Rios)
Nova da Bela Vista
Nova da Senhora do Cabo
Nova de Vila Castelar
Nova Sintra (de)
Olaias (das)
Ottolini ou da Conceição (do)
Oucharia (da)
Ourives (do)
Pacatos (dos)
Paço (do)
Padres (dos)
Paios (dos)
Palmeiras (das)
Palripas (das)
Panasqueira (da)
Papagaio (do)
Paraíso (do)
Pardalheira (da)
Passal (do)
Passarinheiro (do)
Pasteleiro (do)
Patacão ou do Brito (do)
Peça (da)
Pedra (da)
Pedreira (da)
Pedreiras (das)
Peixes (dos)
Peixinhos (dos)
Penco (do)
Penha (da)
Pentieira (da)
Pequeninos (dos)
Perna de Pau (da)
Pilada (da)
Pilota (da)
Pimenta (do)
Pimenteira (da) (Monsanto)
Pimenteira (da) (Rua Morais Soares)
Pinheiro (do)
Pinheiro de Baixo (do)
Pinheiro de Cima (do)
Pinto de Magalhães (do)
Pintoras (das)
Pipa (da)
Planeta ou da D. Mariana (do)
Poche (do)
Poço do Chão (do)
Poço vulgo do Magalhães (do)
Poiais Vermelhos (dos)
Polão (do)
Policarpo Machado (do)
Ponte (da)
Portal Novo (do)
Portas de Ferro (das)
Portela (da)
Praça (da)
Prado (do)
Pregoeiro (do)
Prestes (dos)
Prim (do)
Princesa (da)
Quatro Olhos (dos)
Quebra Bilhas (do)
Quintalinho (do)
Quintinha (Charneca) (da)
Quintinha (Entrecampos) (da)
Quintinha (Marvila) (da)
Rabicha (da)
Ramalhete (do)
Ramiro (do)
Raposa de Cima (da)
Raposeira (Alto de São João) (da)
Raposeira (Telheiras) (da)
Raposo (do)
Rego (do)
Reguengo (do)
Rosa (da)
Rosas (Paço do Lumiar) (das)
Rosas (Sete Rios) (das)
Sabão (do)
Sabido (do)
Salazar (do)
Saldanha (do)
Salésias (das)
Salgada (da)
Salto (do)
Santa Ana (Ameixoeira) (de)
Santa Ana (Penha de França)
Santa Ana (Poço do Bispo) (de)
Santa Ana (Telheiras) (de)
Santa Catarina (de)
Santa Clara (de)
Santa Cruz ou da Montanha (de)
Santa Filomena (de)
Santa Luzia (de)
Santa Susana (de)
Santo António (Alvalade) (de)
Santo António (Beato) (de)
Santo António (Campo Pequeno) (de)
Santo António (Caselas) (de)
Santo António (Charneca) (de)
Santo António (Lumiar) (de)
Santo António (Penha de França) (de)
Santo António (Sete Rios) (de)
Santo António (Telheiras) (de)
Santo António da Bela Vista (vulgo do Pai Lerpa) (de)
Santo António da Convalescença (de)
Santo António das Frechas (de)
Santo António das Romeiras (de)
Santo António de Baixo (de)
Santo António de Cima (de)
Santo António do Painel dos Anjos (de)
São Bento (de)
São Gonçalo ou as Covas (de)
São João (Campo Pequeno) (de)
São João (Charneca) (de)
São João (Monsanto) (de)
São João (Olivais) (de)
São João Baptista (de)
São João de Baixo (de)
São João Nepomuceno (de)
São José ou da Escrivôa (de)
São Lourenço (Carnide) (de)
São Lourenço (Rego) (de)
São Pedro (de)
São Pedro dos Peixes (de)
São Sebastião (de)
São Vicente (de)
Saraiva (na Morais Soares) (do)
Saraiva (Palhavã) (do)
Sarmento (Benfica) (do)
Sarmento (Carnide) (do)
Saúde (da)
Seca
Selador-Mor (do)
Senhora Santa Ana (Alcântara) (da)
Serrado (do)
Serrões (dos)
Sete Castelos (dos)
Silva Carvalho (de)
Silveira (Rua Morais Soares) (da)
Silveria (Charneca) (da)
Sol (do)
Souto (do)
Surriba (da)
Teresinhas (das)
Tim-Tim (do)
Tojalinho (do)
Torre (Lumiar) (da)
Torre (Olivais) (da)
Torre do Fato (da)
Torrinha (Ameixoeira) (da)
Torrinha (Rego) (da)
Travassos (dos)
Trindade (da)
Trindade (do)
Ulmeiros vulgo do Pedreira (dos)
Vale (do)
Vale de Alcaide (do)
Vale Formoso de Baixo (de)
Vale Formoso de Cima ou do Troca (de)
Vale Fundão (de)
Vale Pequeno (do)
Vale Tareja
Varandas (das)
Varatojo (do)
Veigas (das)
Velha aos Lameiros
Velhas (Pote de Água) (das)
Velhas (Sapadores) (das)
Vidigal (do)
Vieira (do)
Vila de São Martinho (da)
Vila Formosa (da)
Vila Pouca (de)
Vila Real (de)
Vila Teresa
Vilar (do)
Vinha Galega (da)
Visconde (do)
Visconde das Laranjeiras (do)
Visconde Sanches de Baena (do)
Viúva Leal (da)
Vizela (do)

Quintinha
Quintinha da Alameda

31 de maio de 2021

O fim do mundo ou o triunfo da morte

El fin del mundo (El triunfo de la muerte)
José Gutiérrez Solana
hacia 1932

    "Solana consideraba esta obra como la más importante de su producción, escribiendo sobre ella: “[…] hojeando la crónica de Nuremberg, he visto un grabado en madera: Septima aetas mundi-Imago mortis-. Representa unos esqueletos que salen de sus tumbas y bailan una danza que les suenan todos los huesos, se desternillan de risa, y los pocos pelos que conservan se levantan al aire; uno toca un serpentón de pistón. Y en la tabla El triunfo de la muerte de Pieter Brueghel, el Viejo, me ha parecido ver esta semejanza con los pájaros fritos en el carro lleno de calaveras y esqueletos, arrastrado por un penco amarillo y enfermo […]”." daqui

30 de maio de 2021

A mão de Santa Teresa de Jesus em Lisboa

Relicário, mão esquerda de Santa Teresa de Jesus

    "As carmelitas levaram consigo, para a Quinta do Candeeiro, a mão esquerda de Santa Teresa, que se venerava no Carmelo de Santo Alberto, e guardaram-na na capela, num «altar levantado na parede esquerda, entre a porta de entrada e a porta da sacristia»; capela feita em 1710 e atribuída a Lázaro Mongiardino, com entrada pelo pátio.
    Com o advento do regime republicano, o Carmelo da Estrada de Moscavide foi extinto e os seus bens reverteram para o Estado, nos termos do decreto de 8 de Outubro e de 31 de Dezembro de 1910. Por esta razão, as freiras do Candeeiro afastaram-se para Espanha, levando consigo a relíquia de Santa Teresa, e instalaram-se em Ronda-Málaga. Quando rebentou, no país vizinho, o movimento comunista, o convento de Ronda foi assaltado e a mão de Santa Teresa foi roubada pelo General Vilalba. Foi encontrada, depois, nas malas abandonadas do citado oficial e guardada pelo Generalíssimo Franco."

Delgado, Ralph, A antiga freguesia dos Olivais, Lisboa, Imprensa Municipal de Lisboa, 1969, pp. 57-58.

29 de maio de 2021

O labirinto de Versalhes


"Le bosquet du Labyrinthe, construit par André Le Nôtre sur ordre de Louis XIV, est d'abord un bosquet purement végétal. De nombreuses fontaines sont ajoutées dès 1673, contant les fables d’Ésope. Le bosquet est finalement détruit sous le règne de Louis XVI, pour laisser place au bosquet de la Reine. Aujourd’hui encore le souvenir de ce labyrinthe persiste comme étant l’un des plus myhtiques endroits disparus de Versailles, en raison notamment des nombreuses sculptures en plomb animées de jets d’eau et représentant des animaux." Daqui

O Amor e Esopo na entrada

28 de maio de 2021

A Estrada de Sacavém

    "A Estrada de Sacavém tinha seu começo no cunhal da Igreja de São Jorge de Arroios  do lado da sacristia  onde se lia o respectivo letreiro municipal, posteriormente substituído pelo de Rua Alves Torgo, e estendia-se até Sacavém, num percurso de cerca de quinze quilómetros."

Monteiro, João, A Estrada de Sacavém, Lisboa, Grupo «Amigos de Lisboa», 1952, p. 21.





Levantamento da Planta de Lisboa, 1904-1911, de Júlio António Vieira da Silva Pinto e Alberto de Sá Correia (daqui)

27 de maio de 2021

Maria no Alcorão

"23. E as dores do parto levaram-na a abrigar-se ao tronco da tamareira. Ela disse: “Quem dera houvesse morrido antes disto, e fosse insignificante objeto esquecido!"
24 . Então, abaixo dela, uma voz chamou-a: “Não te entristeças! Com efeito, teu Senhor fez correr, abaixo de ti, um regato.
25. “E move, em tua direção, o tronco da tamareira, ela fará cair, sobre ti, tâmaras maduras, frescas.
26, “Então, come e bebe e refresca de alegria teus olhos. E, se vês alguém, dos mortais, dize: ʽPor certo, fiz votos de silêncio aO Misericordioso, e, hoje, não falarei a humano algum.’” "

O Nobre Alcorão, tradução de Helmi Nasr, Medina, Complexo do Rei Fahd, s.d., p. 486. (daqui)

"with a figure of the Virgin Mary seated with the Christ Child on her lap"
 Iznik (Turquia)
ca. 1650

26 de maio de 2021

Bichos, partes pudendas, formigas e virilidade

"OBSERVAÇAM LXXXV. 
De hum homem que para se livrar da comichaõ, que certtos bichos lhe faziaõ nas partes pudendas, as untou muitas vezes com unguento de azougue, o qual lhe enfraqueceo tanto as ditas partes, que ficou incapaz de casar estando contratado para isso; neste aperto lhe aconselhei fomentasse muitas vezes as ditas partes do corpo com o oleo de espica, em que tivessem infundido cincoenta formigas que tem azas; ou que em falta dellas fomentasse algumas noites as partes pudendas com hum pouco de vinho fino, fervido com meya onça de grãos de pimenta machucados, que para os damnos que o azougue causa nestas partes he grande remedio. Tambem lhe aconselhei que muitas noites atasse algumas folhas de ouro sobre as mesmas partes; & foy Deos servido, que com estes taõ faceis remedios cobrasse a virilidade antiga, & ficasse capaz de effeituar o casamento que pertendia."

Semmedo, Joam Curvo, Observaçoens medicas doutrinaes de cem casos gravissimos, que em serviço da Patria, & das Nações estranhas escreve em lingua Portugueza, & Latina, Lisboa, na officina de Antonio Pedrozo Galram, 1707, p. 495. (daqui)

Pote de farmácia
Séc. XVIII 

25 de maio de 2021

A origem de tudo

Gustave Courbet (1819-1877)
L'origine du monde
1866

"Courbet n'a cessé de revisiter le nu féminin, parfois dans une veine franchement libertine. Mais avec L'Origine du monde, il s'autorise une audace et une franchise qui donnent au tableau son pouvoir de fascination. La description quasi anatomique d'un sexe féminin n'est atténuée par aucun artifice historique ou littéraire. Grâce à la grande virtuosité de Courbet, au raffinement d'une gamme colorée ambrée, L'Origine du monde échappe cependant au statut d'image pornographique. La franchise et l'audace de ce nouveau langage n'excluent pas un lien avec la tradition: ainsi, la touche ample et sensuelle et l'utilisation de la couleur rappelle la peinture vénitienne, et Courbet lui-même se réclamait de Titien et Véronèse, de Corrège, et de la tradition d'une peinture charnelle et lyrique."

24 de maio de 2021

LGBTQ+ no Eça de Queirós

 "Ao outro dia, casualmente, entrei no jardim de S. Pedro d'Alcantara — sitio que não pizára desde os meus annos de latim. E mal dera alguns passos, entre os canteiros, encontrei o meu antigo Chrispim, filho de Telles Chrispim & C.ª, com fabrica de fiação á Pampulha — camarada que não avistára desde o meu grau de bacharel. Era este o louro Chrispim, que outr'ora no collegio dos Isidoros me dava beijos vorazes no corredor, e me escrevia á noite bilhetinhos promettendo-me caixas com pennas d'aço. Chrispim velho morrera: Telles, rico e obeso, passára a Visconde de S. Telles: e este meu Chrispim agora era a Firma."

Queirós, Eça de, A Relíquia, Porto, Typ. de A. J. da Silva Teixeira, 1887, p. 430. (daqui)


[Jardim de São Pedro de Alcântara]
Joshua Benoliel
1909

23 de maio de 2021

Mulher a ler

Springtime
Monet
1872

"Monet moved to Argenteuil, a suburban town on the right bank of the Seine River northwest of Paris, in late December 1871. Many of the types of scenes that he and the other Impressionists favored could be found in this small town, conveniently connected by rail to nearby Paris. In this painting, Monet was less interested in capturing a likeness than in studying how unblended dabs of color could suggest the effect of brilliant sunlight filtered through leaves. During the early 1870s, Monet frequently depicted views of his backyard garden that included his wife, Camille, and their son, Jean. However, when exhibited at the Second Impressionist Exhibition in 1876, this painting was titled more generically, "Woman Reading."

22 de maio de 2021

Azinhagas em Lisboa

Azinhaga da Bruxa
Artur João Goulart
1961


"Azinhaga" in Bluteau, Rafael, Vocabulario Portuguez e latino, vol. 1, letra A, Coimbra, Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1712, p. 696. Daqui



Morais, Inácio Paulino de, Itinerario lisbonense ou directorio geral de todas as ruas, travessas, becos, calçadas, praças, etc. que se comprehendem no recinto da cidade de Lisboa, com os seus proprios nomes, principio, e termo, indicados dos lugares mais conhecidos, e geraes, para utilidade, uso, e commodidade dos estrangeiros, e nacionaes, Lisboa, Impressão Régia, 1804, p. 139 (daqui): 

Azinhaga de Vale de Pereiro


Azinhagas por ordem alfabética no Atlas da carta topográfica de Lisboa, levantada em 1856, 1857 e 1858, sob a direcção do conselheiro Filipe Folque, por Carlos Pezerat, Francisco Goullard e César Goullard (daqui):

azinhaga do Areeiro
azinhaga das Baldacas
azinhaga do Cabeço de Bola
azinhaga das Cangalhas
azinhaga do Conde de São Lourenço
azinhaga do Domingos Tendeiro
azinhaga da Galinheira
azinhaga de Lázaro Verde
azinhaga do Leão
azinhaga dos Moinhos de Santo Amaro
azinhaga das Passadeiras
azinhaga das Pedreiras
azinhaga do Pina
azinhaga da Quinta do Alterada
azinhaga da Quinta do Alto dos Prazeres
azinhaga das Quintas do Loureiro
azinhaga dos Setes Castelos
azinhaga da Torrinha
azinhaga dos Toucinheiros
azinhaga do Vale Escuro
azinhaga do Vale de Pereiro


Vellozo, Eduardo O. Pereira Queiroz, Roteiro das ruas de Lisboa e Concelho de Loures, 1890, p. 25 ss. (daqui):
Azinhaga do Alto do Pina
Azinhaga dos Ameixiais
Azinhaga dos Barros
Azinhaga do Bruxo
Azinhaga das Calvanas
Azinhaga dos Carmelitas
Azinhaga do Ceboleiro
Azinhaga do Cerrado
Azinhaga de Chelas
Azinhaga do Conde de Azambuja
Azinhaga dos Coruchéus
Azinhaga dos Coruchéus
Azinhaga da Feiteira
Azinhaga do Ferro
Azinhaga da Fonte
Azinhaga da Fonte do Louro
Azinhaga da Fonte Velha
Azinhaga das Freiras
Azinhaga das Freiras de Arroios
Azinhaga da Galinheira
Azinhaga das Lages
Azinhaga dos Milagres
Azinhaga das Murtas
Azinhaga da Musgueira
Azinhaga do Ourives
Azinhaga do Paio Mendes
Azinhaga dos Pintores
Azinhaga do Poço do Mira
Azinhaga do Rego
Azinhaga da Torre
Azinhaga da Torrinha
Azinhaga de Vale de Pereiro
Azinhaga do Vimieiro

Azinhagas por ordem alfabética no Levantamento da Planta de Lisboa, 1904-1911, 
de Júlio António Vieira da Silva Pinto e Alberto de Sá Correia (daqui):
Azinhaga da Alagueza
Azinhaga da Barroca
Azinhaga da Bela Vista
Azinhaga da Brasileira
Azinhaga da Bruxa
Azinhaga da Casquilha
Azinhaga da Ceboleira
Azinhaga da Cera
Azinhaga da Chanca
Azinhaga da Conceição
Azinhaga da Cova da Onça
Azinhaga da Cruz
Azinhaga da Cruz da Pedra
Azinhaga da Cuca
Azinhaga da Farinheira
Azinhaga da Feiteira (Benfica)
Azinhaga da Feiteira (junto à estrada de Sacavém)
Azinhaga da Flamenga
Azinhaga da Fonte (Carnide)
Azinhaga da Fonte (Olivais)
Azinhaga da Fonte do Louro
Azinhaga da Fonte Velha
Azinhaga da Galharda
Azinhaga da Galinheira
Azinhaga da Graça
Azinhaga da Inglesa
Azinhaga da Joaninha
Azinhaga da Leonarda
Azinhaga da Luz
Azinhaga da Maruja
Azinhaga da Mina
Azinhaga da Misericórdia
Azinhaga da Mocha
Azinhaga da Murta (Campo Grande)
Azinhaga da Murta (entre a estrada de Sacavém e a estada da Circunvalação)
Azinhaga da Peça
Azinhaga da Pentieira
Azinhaga da Ponte Velha
Azinhaga da Quinta da Calçada
Azinhaga da Quinta Nova da Bela Vista
Azinhaga da Quinta Seca
Azinhaga da Raposa
Azinhaga da Torre
Azinhaga da Torre do Fato
Azinhaga da Torrinha
Azinhaga da Troca
Azinhaga da Vila Formosa
Azinhaga das Areias (entre a estrada das Amoreiras e a Charneca)
Azinhaga das Areias (perto do Paço do Lumiar)
Azinhaga das Bruxas (entre a azinhaga das Carmelitas e a azinhaga da Pentieira)
Azinhaga das Bruxas (perto do Paço do Lumiar)
Azinhaga das Cacheiras
Azinhaga das Cadetas
Azinhaga das Calvanas
Azinhaga das Calveias
Azinhaga das Carmelitas
Azinhaga das Cerejeiras
Azinhaga das Conchas
Azinhaga das Conchinhas
Azinhaga das Figueiras
Azinhaga das Freiras
Azinhaga das Lages
Azinhaga das Queimadas
Azinhaga das Teresinhas
Azinhaga das Veigas
Azinhaga das Velhas
Azinhaga de Entremuros
Azinhaga de Santa Catarina
Azinhaga de Santa Luzia
Azinhaga de Santa Susana
Azinhaga de São Gonçalo
Azinhaga de São João
Azinhaga de Vale Fundão
Azinhaga do Alcaide
Azinhaga do Alentejão
Azinhaga do Alto do Varejão
Azinhaga do Areeiro
Azinhaga do Armador
Azinhaga do Asno
Azinhaga do Baptista
Azinhaga do Beco
Azinhaga do Broma
Azinhaga do Búzio
Azinhaga do Cabecinho
Azinhaga do Casal das Rolas
Azinhaga do Castelo Picão
Azinhaga do Conde de Azambuja
Azinhaga do Correio-Mor
Azinhaga do Curral
Azinhaga do Fidié
Azinhaga do Forno Novo
Azinhaga do Frade
Azinhaga do Jogo da Bola
Azinhaga do Lavadinho
Azinhaga do Leal
Azinhaga do Loureiro
Azinhaga do Louro
Azinhaga do Monturo
Azinhaga do Ourives ou do Cavaco
Azinhaga do Paço do Lumiar
Azinhaga do Pai Lerpa
Azinhaga do Pasteleiro
Azinhaga do Perdigão
Azinhaga do Piçarra
Azinhaga do Pinhal
Azinhaga do Pintassilgo
Azinhaga do Planeta
Azinhaga do Poço de Baixo
Azinhaga do Poço de Cortes
Azinhaga do Porto
Azinhaga do Preto
Azinhaga do Ramalho
Azinhaga do Reguengo
Azinhaga do Rio da Velha
Azinhaga do Sandre
Azinhaga do Sola
Azinhaga do Vale
Azinhaga do Vale Escuro
Azinhaga do Vale Formoso de Cima
Azinhaga do Vale Fundão
Azinhaga dos Alfaiates
Azinhaga dos Alfinetes
Azinhaga dos Ameixiais
Azinhaga dos Barros
Azinhaga dos Buracos
Azinhaga dos Caniços
Azinhaga dos Cântaros
Azinhaga dos Cerejais
Azinhaga dos Coruchéus
Azinhaga dos Feios
Azinhaga dos Frenesins
Azinhaga dos Grizos
Azinhaga dos Lameiros
Azinhaga dos Manicotes
Azinhaga dos Milagres
Azinhaga dos Mouzinhos
Azinhaga dos Ourives
Azinhaga dos Soeiros
Azinhaga dos Toucinheiros
Azinhaga para Camarate
Azinhaga Velha
Azinhaguinha

21 de maio de 2021

Polifilo

Hypnerotomachia Poliphili (Batalha de Amor em Sonho de Polifilo)

    "Incunábulo do século XV, datado de dezembro de 1499 (publicação), e atribuído a Francisco Colonna; presume-se que o autor seja um religioso da Ordem de São Domingos (mosteiro dos Santos João e Paulo de Veneza), visto que se encontrou um registo do início do século XVI do pedido de reembolso por parte da Ordem relativo a um empréstimo concedido a este monge para que pudesse publicar uma obra. Contudo, foram feitas outras atribuições de autoria ao longo dos tempos, estando entre os autores apontados por estudiosos Lourenço de Médicis e Leon Battista Alberti. O livro saiu da oficina do prestigiado impressor veneziano Aldus Manutius, tendo sido custeado por Leonardo Grassi, de Verona, e impresso num tipo de letra denominado "Bembo". 
O título deste incunábulo significa "A luta amorosa de Poliphilo num sonho", e a edição original está ilustrada com enigmáticas imagens pelo processo da xilogravura. Estas ilustrações (em número de 174 e atribuídas por alguns a Benedetto Bordon) ajudam figurativamente à compreensão do texto, que é bastante denso e se torna frequentemente incompreensível por ser composto por uma teia de trechos sobre assuntos tão variados como a música, a literatura e a arquitetura inseridos na narrativa das aventuras de Poliphilo que, num sonho, parte em busca da ninfa Polia. 
Cenas mitológicas, eróticas e misteriosas desenrolam-se em diversos cenários, entre os quais labirintos e bosques. A diversidade de assuntos tratados nesta obra pode prender-se com o título e com os nomes dos principais personagens (Polia, que em grego significa "muito", e Poliphilo, derivado do grego e significando "que gosta de muito") indicam um amor pela variedade e a procura incessante da mesma. As constantes alusões temáticas, figurativas e etimológicas (um exemplo é, como vimos, os nomes das personagens principais) às Antiguidades grega e romana são características da época renascentista. O texto está escrito em italiano, com palavras em (ou derivadas do) hebraico, latim, grego, árabe e mesmo algumas inventadas pelo autor." Daqui

20 de maio de 2021

Fonte da Samaritana

Fonte da Samaritana 
séc. XVI
Proveniência: cerca do Convento da Madre de Deus

    "Fonte com baixo-relevo alusivo ao episódio bíblico que relata o encontro de Jesus com a mulher de Samaria junto ao poço de Jacob, cujo diálogo é possível identificar parcialmente através da inscrição latina de uma das legendas que rodeiam as figuras: “Quem beber da água que eu lhe der libertar-se-á/ terá vida eterna“.
    Foi construída à beira da estrada junto ao Tejo, encostada ao Convento de Nossa Senhora da Madre de Deus, fundado em Xabregas no ano de 1509, por D. Leonor, viúva de D. João II (1481 – 1495), fazendo parte do sistema de abastecimento de água às zonas limítrofes da cidade. Encomendado provavelmente pela soberana a uma oficina local, enquadra-se numa estética de gosto renascentista." Daqui

19 de maio de 2021

D. Quixote, Stendhal e Jacinto

    "Don Quijote made me die laughing. Kindly deign to consider that since the death of my poor mother I hadn’t laughed; I was the victim of the most unwaveringly aristocratic and religious education. My tyrants hadn’t let up for a moment. All invitations were refused.
(...)
    Judge of the effect of Don Quijote in the midst of such awful joylessness! The discovery of that book, read beneath the second lime-tree in the walk beside the sunken parterre where the ground was a foot lower, and where I used to sit, is perhaps the greatest period of my life. 
    And would you believe it? My father seeing me in fits of laughter, came and reprimanded me, threatened to take the book away, which he did several times, and led me off into his fields in order to explain to me his schemes for repairs (improvements, betterments). 
    Disturbed even when reading D[on] Quijote, I hid in the arbour, a small walled den of greenery at the eastern end of the clos (small park)."

StendhalThe Life of Henry Brulard, New York, New York Review of Books, 2016.

Álbum para coleccionar las envolturas de los caramelos del Quijote de la casa Matías López
1900?

    "Em breve porém, me fez pular, escancarar as palpebras molles, uma rija, larga, sadia e genuina risada. Era Jacintho, estirado n'uma cadeira, que lia o D. Quixote... Oh bem aventurado Principe! Conservára elle o agudo poder de arrancar theorias a uma espiga de milho ainda verde, e por uma clemencia de Deus, que fizera reflorir o tronco secco, recuperára o dom divino de rir, com as facecias de Sancho!"

Queiroz, Eça de, A cidade e as serras, 1ª ed., Porto, Livraria Chardron, 1901, p. 249. Daqui

17 de maio de 2021

Dama, macaco e unicórnio

"Lady adjusting blue trappings on unicorn, bridle held by monkey."
Book of Hours - Hours of Engelbert of Nassau
Flandres
ca. 1470-1490

"Illumination attributed to the Master of Mary of Burgundy. Written with calligraphic flourishes by a scribe possibly to be identified with Claas Spierinc."

Oxford, Bodleian Library MS. Douce 219, fol. 096v. Daqui

15 de maio de 2021

Leituras

Leti, Gregorio, Critique historique, politique, morale, économique & comique sur les lotteries, anciennes & modernes, spirituelles, & temporelles, des etats, & des eglises, tome premier, Amsterdam, chez Theodore Boeteman, 1697. Daqui